Comunicação Não Violenta: Aprender a ouvir e a ser ouvido

O terceiro encontro trouxe uma viragem: os jovens aprenderam a comunicar de forma empática, com escuta ativa, gestão emocional e estratégias para resolver conflitos sem recorrer à violência verbal ou física. 

Muitos participantes partilharam sentir-se incompreendidos — em casa, na escola, entre amigos. Este workshop deu-lhes ferramentas práticas para nomear emoções, fazer pedidos claros e lidar com frustrações sem agressividade.

No contexto de uma escola em que existe uma grande comunidade estrangeira que se sente pouco integrada entre os alunos portugueses, a compreensão mútua – começando pela língua, mas estendendo também à cultura – é um aspeto que todos sentem que é necessário melhorar. 

A evolução foi visível: o grupo aprendeu a escutar com presença, a reconhecer os sentimentos uns dos outros e a construir pontes onde antes havia muros.

(c) Pedro Jafuno

Workshop de Cidadania, Comunidade e Diversidade

Em fevereiro e março, os alunos do 10º e 11º ano da Escola Secundária de São Vicente participaram no workshop de Cidadania, Comunidade e Diversidade, onde foram convidados a pensar sobre o seu papel na sociedade e nas suas próprias comunidades.

Num ambiente de partilha e escuta ativa, surgiram questões como a falta de espaços de convívio seguros, o distanciamento entre vizinhos e a ausência de participação jovem em decisões locais. A partir daí, foram construídas atividades centradas nas realidades dos participantes, desde mapeamentos comunitários até debates sobre pertença e responsabilidade coletiva.

“Percebi que posso fazer parte da solução. Antes achava que ninguém ia ouvir um jovem como eu”, comentou um dos alunos.

O grupo saiu deste primeiro momento mais unido e com uma nova consciência: ser cidadão é mais do que ter direitos — é também participar, propor e transformar.

Crise Climática: Informar e agir

As formações dirigidas aos alunos arrancaram a 5 e 6 de fevereiro com a palestra-performance Take a Stand, um projeto co-criado por Clara Antunes e Ricardo Machado.

O projeto tem como objetivo informar o público sobre a crise climática, através de uma na sessão participativa de reflexão sobre as alterações climáticas, que se debruça sobre a ciência actual neste tema e também sobre um futuro que, mantendo-se o business as usual, se estima como potencialmente insustentável à vida humana.

O fim? Impelir à ação.

Testemunho de Ricardo Machado, ator e criador do Take a Stand

4 turmas da Escola Secundária Gil Vicente participaram na palestra performance Take a Stand, que apresenta as principais consequências das alterações climáticas que são consensuais para 97% dos investigadores na área.

O que podemos fazer? Intervir individualmente? Intervir na comunidade? Protestar?

Vejam o vídeo aqui.

(c) Pedro Jafuno